Óleos Essenciais para Ansiedade: Aromas Naturais e Eficazes


Óleos Essenciais
Óleos Essenciais

Quando O Cheiro De Uma Flor Pode Mudar Tudo

Eram 14h37 de uma quarta-feira. Reuniões empilhadas, e-mails sem resposta, aquela pressão familiar no peito que vai subindo devagar — quase sem avisar. Se você já viveu esse momento, sabe exatamente do que estamos falando.

Os óleos essenciais para ansiedade não surgiram ontem como tendência de bem-estar. Eles carregam séculos de uso terapêutico em civilizações egípcia, grega e chinesa — e, hoje, ganham respaldo crescente da neurociência moderna. Neste artigo, você vai descobrir 7 aromas naturais que têm evidência científica real por trás deles, como usá-los com segurança no seu dia a dia e por que a aromaterapia pode ser uma das ferramentas mais acessíveis e poderosas para blindar sua saúde mental no ambiente de trabalho.

Fique até o final: nas seções práticas, entregamos dosagens, formas de uso e um guia completo de contraindicações — porque cuidar de si exige informação de qualidade.


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O Que São Óleos Essenciais E Como Agem No Cérebro Ansioso?

Óleos essenciais são concentrados voláteis extraídos de folhas, flores, cascas, raízes e sementes de plantas por processos de destilação a vapor ou prensagem a frio. Não são óleos vegetais comuns — são compostos fitoquímicos altamente bioativos, como terpenos, ésteres, aldeídos e fenóis, cada um com mecanismos de ação específicos no organismo humano.

A pergunta que muita gente faz é: como algo que eu cheiro pode mudar meu estado emocional?

A resposta está no sistema olfativo, o único dos nossos sentidos com ligação direta ao sistema límbico — a região do cérebro responsável pelas emoções, memória e resposta ao estresse. 

Ao inalar moléculas aromáticas, elas ativam receptores olfativos que disparam sinais elétricos direto para a amígdala (centro do medo e da ansiedade) e para o hipocampo (memória e aprendizado emocional).

Estudos de neuroimagem mostram que certos compostos presentes em óleos essenciais — como o Linalol (encontrado na lavanda), o Limoneno (predominante nos cítricos) e o β-cariofileno (presente no copaíba e na pimenta-preta) — modulam a atividade dos receptores GABA-A no cérebro, o mesmo mecanismo de ação de medicamentos ansiolíticos como o diazepam, porém de forma muito mais suave e sem os efeitos sedativos graves (Estudo publicado no Frontiers in Behavioral Neuroscience, 2021).

Na prática clínica, aromaterapeutas e profissionais integradores relatam que pacientes com ansiedade situacional — aquela ligada a situações específicas como apresentações, reuniões ou provas — respondem muito bem a protocolos de inalação pontual com óleos essenciais antes e durante a situação estressora.

Isso não significa que os óleos essenciais tratam o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) ou outros diagnósticos clínicos por si só. Mas significa que, como recurso complementar, eles têm base científica sólida para reduzir a intensidade das respostas fisiológicas ao estresse — frequência cardíaca, tensão muscular, cortisol elevado — e promover estados de calma funcional.


Benefício 1 — Óleos Essenciais Para Ansiedade: O Poder Calmante Da Lavanda (Lavandula Angustifolia)

Ramos frescos de lavanda roxa sobre uma superfície clara e iluminada, representando os benefícios da fitoterapia para o sono

Se existisse um “rei” entre os óleos essenciais para ansiedade, seria, sem dúvida, a Lavanda (Lavandula angustifolia).

Seu composto majoritário, o Linalol (que pode representar de 25% a 45% da composição total do óleo), atua diretamente na inibição dos neurônios glutamatérgicos — ou seja, aqueles associados à hiperexcitabilidade do sistema nervoso central, o estado que reconhecemos como “cabeça a mil” ou “não consigo desligar”.

Um dos estudos mais citados na literatura é a pesquisa publicada no Phytomedicine Journal (2014), que avaliou o Silexan — um preparo oral de óleo essencial de lavanda — em comparação com o lorazepam (benzodiazepínico) em pacientes com TAG. O resultado: eficácia ansiolítica equivalente, sem os efeitos de dependência ou sedação do medicamento convencional.

O que a lavanda faz pelo seu sistema nervoso:

— Reduz a atividade da amígdala cerebral, diminuindo reações de medo e alerta — Melhora a variabilidade da frequência cardíaca (VFC), marcador de equilíbrio do sistema nervoso autônomo — Diminui os níveis de cortisol salivar após inalação contínua de 10 minutos — Facilita a transição para estados de sono leve — ideal para quem usa o trabalho como desculpa para não dormir

Se você quer entender a fundo como a lavanda age molecularmente no sono e na ansiedade noturna, confira nosso artigo completo: Óleo de Lavanda: o segredo molecular para o bom sono (https://florluz.com.br/oleo-de-lavanda-o-segredo-molecular-para-bom-sono/)

Como usar no contexto de trabalho: 2 a 3 gotas no difusor de ambiente por ciclos de 30 a 60 minutos. Você pode ainda aplicar 1 gota diluída em óleo carreador nos pulsos antes de uma reunião desafiadora.


Benefício 2 — Bergamota (Citrus Bergamia): O Antidepressivo Natural Que Você Respira

A Bergamota é um cítrico de casca verde cultivado principalmente na Calábria, sul da Itália, e seu óleo essencial carrega uma assinatura química única: rica em Linalol, Acetato de Linalila e Limoneno, a combinação age em dois fronts simultâneos — ansiolítico e levemente euforizante.

Muitas pessoas relatam que a bergamota tem aquele efeito de “levantar o astral sem tirar os pés do chão” — diferente dos estimulantes que criam pico e queda de energia.

Um ensaio clínico randomizado publicado no Complementary Therapies in Clinical Practice (2015) demonstrou que enfermeiros expostos à inalação de bergamota por 15 minutos antes do turno apresentaram redução significativa de fadiga mental e ansiedade-estado, em comparação ao grupo controle. O ambiente hospitalar é um dos mais estressores que existem — se funciona ali, funciona no seu escritório também.

Compostos ativos e seus mecanismos:

— Limoneno: estimula a produção de serotonina e dopamina nos circuitos cerebrais de recompensa — Acetato de Linalila: ação antiespasmódica no sistema nervoso, reduzindo tensão muscular involuntária — aquelas contracturas no pescoço e ombros que aparecem nas horas mais tensas do expediente — Linalol: age em sinergia com os demais compostos, potencializando o efeito ansiolítico geral

Atenção importante: o óleo essencial de bergamota não é fototóxico apenas nas versões sem bergapteno (BF — Bergapten Free). A versão convencional contém psoralenos que podem causar manchas na pele se usada antes da exposição solar. Verifique sempre o rótulo.


Benefício 3 — Óleos Essenciais Para Ansiedade No Trabalho: Como O Ylang Ylang Regula O Cortisol

O Ylang Ylang (Cananga odorata) tem um aroma floral intenso e adocicado que pode parecer exótico para quem não conhece — mas seus efeitos fisiológicos são dos mais bem documentados entre os óleos essenciais para ansiedade no contexto do ambiente profissional.

Um estudo controlado publicado no Phytotherapy Research (2006) mediu os efeitos do Ylang Ylang sobre pressão arterial, frequência cardíaca e cortisol sérico em sujeitos saudáveis submetidos a estressores cognitivos — leia-se: tarefas que simulam o ambiente de trabalho. Os resultados foram expressivos:

— Redução estatisticamente significativa da pressão arterial sistólica e diastólica — Queda da frequência cardíaca em repouso após exposição — Melhora no autorrelato de calma e bem-estar subjetivo

O mecanismo é atribuído principalmente ao Germacreno D e ao β-Cariofileno, sesquiterpenos que modulam o eixo HPA (Hipotálamo-Hipófise-Adrenal) — o sistema que regula a liberação de cortisol em situações de estresse crônico.

Na prática clínica integrativa, o Ylang Ylang é frequentemente indicado para pessoas que vivem em modo de “urgência permanente” — aquele perfil de profissional que sente culpa de não estar trabalhando mesmo quando está de férias. O aroma funciona como um sinal de pausa que o sistema nervoso aprende a reconhecer.

Uso ideal: 1 a 2 gotas no difusor (por ser intenso, use com moderação). Pode ser combinado com bergamota em proporção 1:3 para um blend equilibrado e agradável no ambiente de trabalho.


Benefício 4 — Camomila Romana (Anthemis Nobilis): O Toque Suave Que Desliga O Modo Alerta

A Camomila Romana (Anthemis nobilis) é frequentemente subestimada por quem associa o nome apenas ao chá da vovó. O óleo essencial, no entanto, é uma concentração de compostos que agem de forma muito mais direcionada.

Seu composto majoritário, o Éster Isobutílico do Ácido Angélico (angelatos de isobutila e isoamila), tem ação direta sobre o sistema nervoso parassimpático — o ramo do sistema nervoso autônomo responsável pelo estado de “descanso e digestão”, em oposição ao “luta ou fuga” ativado pela ansiedade.

O que diferencia a camomila romana das outras:

— Ação anti-inflamatória neurológica — reduz a neuroinflamação associada ao estresse crônico — Modulação do receptor 5-HT (serotoninérgico), contribuindo para estados de humor mais estáveis — Efeito antiespasmódico no sistema digestivo — não por acaso, a ansiedade frequentemente se manifesta com desconforto gastrointestinal

Muitas pessoas relatam que a camomila romana age como uma “mão no ombro” — não apaga a responsabilidade, mas reduz a sensação de que tudo é uma emergência ao mesmo tempo.

Uso ideal: 2 gotas no difusor no final do expediente ou 1 gota diluída a 1% em óleo de jojoba para massagem nas têmporas e pescoço.


Benefício 5 — Óleos Essenciais Para Ansiedade E Sono: Cedro (Cedrus Atlantica) E Vetiver (Vetiveria Zizanoides) Para A Mente Que Não Para

Para muitas pessoas, o pior momento da ansiedade não é o rush do dia de trabalho — é a hora em que deitam na cama e a mente começa a reproduzir o reel dos problemas do dia, planejar amanhã e revisitar conversas das últimas semanas.

É para esse perfil que o Cedro do Atlas (Cedrus atlantica) e o Vetiver (Vetiveria zizanoides) formam um dos blends mais poderosos entre os óleos essenciais para ansiedade e sono.

Cedro do Atlas:

Rico em α-Cedreno e β-Cedreno, sesquiterpenos com aroma amadeirado e terroso que evocam, neurologicamente, sensações de estabilidade e enraizamento. Pesquisas apontam que o α-Cedreno estimula indiretamente a liberação de melatonina pela glândula pineal, favorecendo a transição natural para o sono (Journal of Natural Medicines, 2019).

Vetiver:

Extraído das raízes da planta Vetiveria zizanoides, seu óleo é denso, escuro e de aroma profundo — terra, fumaça suave, madeira molhada. O Khushine e o Khusimol, compostos sesquiterpênicos exclusivos do vetiver, demonstraram atividade no sistema GABAérgico em modelos pré-clínicos, sugerindo mecanismo similar ao dos ansiolíticos naturais.

Na aromaterapia clínica, o vetiver é conhecido como “o óleo do silêncio da mente”. Em crianças com TDAH, alguns protocolos documentam melhora na capacidade de atenção com uso olfativo de vetiver — embora esses estudos ainda sejam preliminares e não substituam orientação médica especializada.

Blend para a noite: — 3 gotas de Cedro do Atlas — 2 gotas de Vetiver — 1 gota de Lavanda

Difundir por 30 minutos antes de dormir com o quarto já preparado: escuro, fresco e sem telas.


Benefício 6 — Laranja Doce (Citrus Sinensis): A Aromaterapia Da Positividade Comprovada

Existe algo profundamente reconfortante no aroma da Laranja Doce (Citrus sinensis) — e não é apenas memória afetiva. A ciência tem uma explicação muito precisa.

O Limoneno — que representa até 90% da composição do óleo de laranja doce — é um dos monoterpenos mais estudados por sua ação sobre o eixo dopaminérgico do cérebro. Ele modula a recaptação da dopamina, o neurotransmissor associado à motivação, ao prazer e à sensação de recompensa.

Um estudo japonês conduzido pela Universidade de Mie e publicado no EXCLI Journal (2014) mostrou que a inalação de limoneno reduziu significativamente os níveis de cortisol e aumentou a imunoglobulina A salivar (marcador de imunidade) em participantes sob estresse — duas alterações extremamente desejáveis para quem enfrenta pressão constante no trabalho.

Por que a laranja doce é perfeita para o ambiente de trabalho:

— Aroma universalmente agradável — raramente causa rejeição em ambientes compartilhados — Ação estimulante leve sem criar dependência ou agitação — Baixo custo — um dos óleos essenciais mais acessíveis do mercado, sem perda de qualidade quando procedente de fonte confiável — Combina facilmente com hortelã-pimenta para um blend de foco e calma durante o expediente


Benefício 7 — Frankincense / Olíbano (Boswellia Sacra): O Óleo Que Conecta Respiro E Presença

O Olíbano — também conhecido pelo nome em inglês Frankincense — é extraído da resina da árvore Boswellia sacra e carrega milênios de uso em rituais espirituais e práticas meditativas. Mas sua relevância para os óleos essenciais para ansiedade vai muito além do simbolismo.

Seu composto mais estudado é o Incensol Acetato, que atravessa a barreira hematoencefálica e demonstrou, em pesquisas publicadas no FASEB Journal (2008), atividade nos canais iônicos TRPV3 do cérebro — receptores que regulam a percepção de calor e emoção. O resultado observado foi uma redução mensurável de comportamentos ansiosos e depressivos em modelos experimentais.

Por que o frankincense é especial para a ansiedade moderna:

— Desacelera e aprofunda o padrão respiratório — quando respiramos mais lentamente, ativamos o nervo vago e o sistema parassimpático automaticamente — Favorece estados de atenção plena (mindfulness) sem exigir prática formal de meditação — Reduz a ruminação mental — aquele loop de pensamentos repetitivos que sabota a produtividade — Combina excepcionalmente bem com lavanda e sândalo para práticas de respiração antes de situações de alta pressão

Muitas pessoas relatam que uma simples inalação direta de frankincense por 3 a 5 respirações profundas antes de uma apresentação ou reunião difícil transforma completamente o estado interno — do modo “ameaça” para o modo “presença”.

Segurança E Contraindicações — Quem Deve Ter Atenção Especial

Os óleos essenciais para ansiedade são seguros quando usados corretamente — mas “natural” não é sinônimo de “sem riscos”. Esta seção é essencial.

Gestantes e Lactantes

A maioria dos óleos essenciais não tem segurança estabelecida para uso durante a gravidez, especialmente no primeiro trimestre. Alguns compostos são potencialmente uterotônicos (estimulam contrações) ou atravessam a barreira placentária.

Óleos a evitar totalmente durante a gestação: — Sálvia-esclareia (Salvia sclarea) — Manjerona (Origanum majorana) — Tomilho (Thymus vulgaris) — Cedro do Atlas (Cedrus atlantica) — especialmente no primeiro trimestre

Óleos geralmente considerados mais seguros na gestação (após o primeiro trimestre e com orientação profissional): — Lavanda (Lavandula angustifolia) — em baixas concentrações — Laranja doce (Citrus sinensis) — Camomila romana — com moderação

Consulte sempre seu obstetra antes de iniciar qualquer protocolo aromático na gravidez.

Bebês e Crianças

— Crianças menores de 3 meses: evite qualquer óleo essencial — De 3 meses a 2 anos: apenas difusão ambiental com lavanda em concentração mínima, ambiente ventilado — De 2 a 10 anos: diluição máxima de 1% — nunca aplique perto do rosto ou nariz — Óleos com mentol (hortelã) e cânfora são contraindicados para crianças menores de 6 anos — risco de broncoespasmo

Pessoas com Epilepsia

Alguns óleos essenciais contêm compostos neuroexcitantes que podem reduzir o limiar convulsivo. Devem ser evitados: — Alecrim (Rosmarinus officinalis) — rico em 1,8-cineol e cânfora — Sálvia (Salvia officinalis) — Eucalipto (Eucalyptus globulus)

Pessoas com Asma e Sensibilidade Respiratória

A difusão ambiental pode ser irritante para vias aéreas hiperreativas. Prefira inalação indireta (algodão próximo — não diretamente nas narinas) e comece sempre com concentrações baixíssimas para testar tolerância.

Uso com Medicamentos

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Alguns compostos dos óleos essenciais interagem com medicamentos de uso contínuo:

— O Limoneno pode interferir com a absorção de certos medicamentos metabolizados pelo sistema CYP450 hepático — O β-Cariofileno tem potencial interação com anticoagulantes — Pacientes em uso de antidepressivos, ansiolíticos ou antiepiléticos devem consultar o médico antes de iniciar protocolos de aromaterapia

Teste de Sensibilidade

Antes de qualquer uso tópico, faça o patch test: — Dilua 1 gota do óleo em 5 ml de carreador — Aplique na parte interna do antebraço — Aguarde 24 horas — Verifique se há vermelhão, ardência ou coceira — Somente prossiga com o uso se não houver reação

Armazenamento Correto

Óleos essenciais oxidam quando expostos à luz, calor e oxigênio. Frascos oxidados perdem eficácia e podem se tornar irritantes.

— Guarde sempre em frascos de vidro âmbar ou violeta com tampa hermética — Temperatura abaixo de 25°C, longe de janelas e fogão — Cítricos têm prazo de validade menor — consuma em até 1 a 2 anos após a abertura


Quando O Aroma Se Torna Caminho De Volta Para Si

Existe uma palavra em japonês — Ma — que define o espaço entre dois momentos, a pausa que dá sentido ao que vem antes e ao que vem depois. É exatamente isso que os óleos essenciais para ansiedade oferecem no cotidiano acelerado: um Ma aromático.

Na FlorLuz, acreditamos que equilíbrio emocional não é um destino que se alcança um dia. É uma prática diária construída em pequenos rituais — um aroma ao acordar, uma respiração intencional antes da reunião, um blend noturno que diz ao seu sistema nervoso que o dia acabou e você está seguro.

A aromaterapia não resolve o excesso de trabalho, não elimina as cobranças e não apaga as incertezas. Mas ela oferece algo que muitas vezes esquecemos que precisamos: um ponto de ancoragem sensorial que traz a mente de volta ao corpo, ao momento presente, à respiração.

Muitas pessoas que chegam até nós estão procurando uma saída para a ansiedade. O que encontram, ao longo do tempo, é algo maior — uma reconexão com o próprio ritmo. O aroma da lavanda que lembra que é hora de pausar. O frankincense que, numa respiração só, reorganiza o caos interno. A laranja doce que, no início da manhã, lembra que há prazer no dia que começa.

Isso é o que a FlorLuz chama de trazer Luz para o cotidiano — não como metáfora vazia, mas como prática real, sustentável e com base na ciência.


Faq — Perguntas Frequentes Sobre Óleos Essenciais Para Ansiedade

1. Óleos essenciais para ansiedade realmente funcionam ou é efeito placebo?

Essa é uma das perguntas mais honestas que existem — e merece uma resposta igualmente honesta. A ciência indica que os efeitos não são puramente placebo. Estudos com neuroimagem demonstraram alterações mensuráveis na atividade cerebral (redução da amígdala, modulação do cortisol, variação da frequência cardíaca) após inalação de compostos específicos como Linalol e Limoneno.

O efeito placebo pode coexistir e até potencializar o resultado — mas os mecanismos bioquímicos são reais e independentes da crença do usuário (Frontiers in Behavioral Neuroscience, 2021). O que os óleos essenciais não fazem é tratar transtornos de ansiedade clínicos de forma isolada. Para diagnósticos estabelecidos, o tratamento médico é insubstituível.

2. Qual é o melhor óleo essencial para ansiedade e pânico?

Para crises agudas de ansiedade e pânico, a inalação direta de lavanda (Lavandula angustifolia) ou frankincense é a intervenção mais rápida e documentada.

O frankincense, especificamente, tem a propriedade de desacelerar automaticamente o padrão respiratório — e respirar mais devagar é um dos mecanismos mais eficazes de ativação do nervo vago e interrupção da resposta de pânico. Para uso preventivo e contínuo, um blend de lavanda + bergamota + vetiver oferece cobertura mais abrangente — ansiedade diurna, regulação emocional e sono.

3. Posso usar óleos essenciais para ansiedade junto com antidepressivos ou ansiolíticos?

Em geral, a difusão ambiental representa o menor risco de interação, pois a quantidade de compostos absorvida é pequena. No entanto, o uso tópico em grandes áreas ou a ingestão (que não é recomendada fora de protocolos clínicos supervisionados) pode representar interações mais relevantes.

A orientação padrão é: sempre informe seu médico ou psiquiatra que está usando aromaterapia como prática complementar. A maioria dos profissionais não tem objeção ao uso difuso, mas é fundamental que essa comunicação aconteça.

4. Com que frequência posso usar óleos essenciais para ansiedade?

Para a maioria dos adultos saudáveis, o uso diário em difusão ambiental é seguro quando feito em ciclos (30 a 60 minutos com pausas). A exposição contínua e sem intervalos, ao longo de muitas horas, pode causar saturação olfativa, dores de cabeça e, eventualmente, sensibilização — tornando o indivíduo mais suscetível a reações alérgicas. O ideal é variar os óleos ao longo da semana, alternando entre os 7 apresentados neste artigo conforme o objetivo do momento.

5. Óleo essencial de lavanda pode causar sonolência durante o trabalho?

Essa é uma preocupação legítima. Em concentrações elevadas e em ambientes fechados, a lavanda pode induzir relaxamento profundo que compromete o estado de alerta.

A solução é simples: use em quantidade reduzida (2 gotas no difusor, não 5) e combine com um óleo energizante como laranja doce ou hortelã-pimenta em proporção 1:2. Esse blend cria um estado de “alerta calmo” — reduz a ansiedade sem provocar lentidão cognitiva. É, inclusive, o blend favorito de estudantes durante provas e profissionais em períodos de alta demanda.

6. Existe diferença entre aromaterapia com vela perfumada e óleo essencial puro?

Sim — e é uma diferença significativa. Velas perfumadas convencionais utilizam fragrâncias sintéticas que reproduzem aromas, mas não contêm os compostos fitoquímicos ativos responsáveis pelos efeitos terapêuticos.

Uma vela com “aroma de lavanda” cheira à lavanda, mas não entrega Linalol em quantidade biologicamente relevante. Para efeito terapêutico, use sempre óleos essenciais 100% puros, de fonte confiável, com laudo de análise cromatográfica (GC-MS) disponível. A pureza do óleo é o critério mais importante na escolha do produto.


Conclusão — O Aroma Que Você Escolhe Também É Uma Escolha Sobre Quem Você Quer Ser

Os óleos essenciais para ansiedade não são uma solução mágica. São uma ferramenta — poderosa, acessível, cientificamente respaldada e profundamente humana — que, quando integrada a uma rotina de autocuidado consciente, pode transformar a relação que você tem com o estresse diário.

Você aprendeu hoje que o Linalol da lavanda age nos mesmos receptores GABA-A que medicamentos ansiolíticos. Que o Limoneno da laranja doce modula a dopamina. Que o Incensol Acetato do frankincense atravessa a barreira hematoencefálica e reduz a resposta de medo. Que o vetiver silencia a mente que não para.

Isso não é misticismo. É fitoquímica, neurociência e séculos de sabedoria tradicional se encontrando no mesmo frasco de vidro âmbar.

O próximo passo é seu. Escolha um óleo, comece um ritual pequeno — 5 minutos antes do trabalho, uma respiração intencional na hora do almoço, um blend no difusor antes de dormir. Construa esse hábito por 21 dias e observe o que muda na sua relação com a pressão, com o sono e com você mesmo.

Se este conteúdo tocou algo em você, compartilhe com alguém que também está navegando por dias difíceis. Às vezes, o gesto mais gentil que podemos ter é entregar para outra pessoa uma ferramenta que pode ajudá-la a respirar melhor.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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  12. Tisserand, R., Young, R. Essential Oil Safety: A Guide for Health Care Professionals. 2ª ed. Churchill Livingstone, 2014.

Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. As informações aqui contidas não substituem a consulta, o diagnóstico ou o tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico. Caso você experiencie sintomas de ansiedade intensa ou transtorno de ansiedade, procure imediatamente um profissional de saúde qualificado. O uso de óleos essenciais deve ser considerado como prática complementar, nunca como substituto de tratamentos convencionais.

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